Síndrome de chilaiditi relato histiocytoma de caso

Os autores apresentam um caso de síndrome de chilaiditi em histiocytoma dog removal cost uma mulher de 56 anos de idade. Mesmo tratando-se de condição benigna com rara indicação cirúrgica, reveste-se de grande importância pela implicação de urgência operatória que histiocytoma dog removal cost representa o diagnóstico equivocado de pneumoperitônio nesses pacientes. É realizada revisão da literatura, com ênfase na fisiopatologia, propedêutica e tratamento desta entidade.

Denomina-se síndrome de chilaiditi a interposição temporária ou permanente do histiocytoma dog removal cost cólon ou intestino delgado no espaço hepatodiafragmático, causando sintomas. A apresentação isolada e assintomática é conhecida como sinal de histiocytoma dog removal cost chilaiditi. Este sinal foi descrito inicialmente em 1865 por cantini ao histiocytoma dog removal cost exame clínico, porém apenas em 1910, com a publicação de três casos por demetrius chilaiditi, sedimentou-se como um diagnóstico radiológico (1). Sua incidência em radiografias situa-se entre 0,025% e 0,28% incluindo todas as faixas etárias, aumentando levemente nos maiores de 60 anos de idade, sendo mais comuns em homens do que em mulheres, em uma relação de 4:1 (2,3). A associação do sinal de chilaiditi com sintomas como dor histiocytoma dog removal cost abdominal, náuseas, dor retroesternal, sintomas respiratórios, vômitos, distensão abdominal, obstrução ou suboclusão intestinal caracteriza a síndrome de chilaiditi.

Paciente do sexo feminino, 56 anos de idade, foi admitida na unidade de atendimento imediato com quadro de histiocytoma dog removal cost dor abdominal iniciada oito horas antes. Relatava dor intensa em epigástrio e ombro direito, náuseas e vômitos. Não conseguia manter-se em decúbito dorsal para a realização do exame físico, devido à intensidade da dor abdominal. Apresentava sons respiratórios normais, taquipneia (frequência respiratória de 32 ipm), taquicardia (frequência cardíaca de 116 bpm), pulsos amplos e simétricos, com pressão arterial de 130 × 90 mmhg. Abdome tenso, doloroso, sem irritação peritoneal, com ruídos hidroaéreos preservados. De imediato, foram solicitados os seguintes exames: amilase: 94; PCR: negativa; na: 146; cl: 107; K: 4,3; leucograma: 7.100 (0% de bastonetes); eletrocardiograma: ritmo sinusal regular, sem supra ou infradesnivelamento do segmento ST.

Transferida para o hospital regional de betim com diagnóstico de histiocytoma dog removal cost abdome agudo perfurativo, foi submetida a radiografia de abdome, que sinalizou presença de cólon interposto entre o fígado e histiocytoma dog removal cost o diafragma ( figura 2). Realizou-se, então, ultrassonografia abdominal ( figura 3), que não evidenciou líquido livre e nenhuma anormalidade. Descartou-se laparotomia exploradora nesse primeiro momento. Mantida sem analgésicos, sob jejum e soroterapia venosa, a paciente apresentou, abruptamente, melhora completa do quadro álgico. Encontrava-se, então, com aproximadamente 24 horas do início da dor. Realizou-se nova radiografia de tórax ( figura 4), que não revelou a imagem anterior de hipertransparência subfrênica direita. Recebeu alta hospitalar, com orientação de retorno ambulatorial.

Interposição hepatodiafragmática de víscera oca, cólon ou intestino, descrita em 1910 por chilaiditi (4), é entidade rara, normalmente achado fortuito de exames de imagem. Sua incidência chega a 0,3% em radiografias simples de tórax e a 2,4% em tomografias computadorizadas de tórax/abdome (5). Quando associada com sintomas (dor, náuseas, dispepsia e vômitos), é chamada síndrome de chilaiditi (6). Sua causa é desconhecida, mas provavelmente multifatorial. Várias condições, ao alterarem as relações anatômicas entre fígado, cólon e diafragma, facilitam o surgimento da síndrome de chilaiditi. Estes fatores predisponentes podem ser divididos entre fatores hepáticos (ptose por relaxamento de seus ligamentos, cirrose, atrofia hepática, ascite), intestinais (megacólon, meteorismo, motilidade colônica anormal) e diafragmáticos (adelgaçamento do diafragma, lesões de nervo frênico, mudanças na pressão intratorácica, como no enfisema) (7–9). Em indivíduos sadios a síndrome de chilaiditi é normalmente atribuída histiocytoma dog removal cost ao aumento no comprimento, diâmetro e mobilidade do cólon. Estudo grego com 1.440 pacientes submetidos a tomografia computadorizada de tórax/abdome evidenciou o aumento de gordura intra-abdominal como fator mais frequentemente associado com o sinal de histiocytoma dog removal cost chilaiditi (5). A grande importância da síndrome de chilaiditi está no seu histiocytoma dog removal cost diagnóstico diferencial com entidades que cursam com pneumoperitônio, este normalmente implicando cirurgia imediata. Outro diagnóstico a ser descartado é o abscesso subfrênico. Persistindo a dúvida após a radiografia simples de tórax, pode-se complementá-la com incidências em perfil (as haustrações são mais bem visualizadas em visão lateral) e em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais. Nesta, o ar livre tende a migrar para a goteira parietocólica histiocytoma dog removal cost enquanto o ar dentro da alça tende a permanecer em histiocytoma dog removal cost posição subfrênica. Outros exames de imagem indicados no diagnóstico diferencial da síndrome histiocytoma dog removal cost de chilaiditi são o enema opaco e a tomografia computadorizada histiocytoma dog removal cost de tórax/abdome, sendo esta considerada o método de maior acurácia diagnóstica (5,8). O tratamento da síndrome de chilaiditi é normalmente conservador, incluindo perda de peso, controle de aerofagia e ascite, e mudança de decúbito. Raramente pode ser necessária abordagem cirúrgica com ressecção ou, mais comum, fixação da víscera interposta. Os casos de vólvulo, normalmente, requerem cirurgia de urgência com colectomia (perfuração e gangrena) ou colopexia. Pela menor intensidade da dor pós-operatória, menores complicações referentes à incisão cirúrgica, menor tempo de internação e retorno mais precoce às atividades, a via laparoscópica vem ganhando a preferência dos cirurgiões (1,2,9,10).

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